Luz e sombra.
E eu me senti exatamente frágil perto do teu poder,
Naquele momento em que você entrou, vestido daquela forma.
Uma gota de suor escorreu entre as minhas coxas,
E eu tremia e esquentava,
Travei uma luta com minha intensidade, para não te elogiar
Travei uma guerra com minha libido, para que ela não fosse percebida
Me embaralhei em assuntos que não se ligavam entre si,
Fugi dos teus olhos que estavam, incrivelmente ali, naquele momento.
O gosto do vinho tentava suprir a vontade que tive de sentir o teu gosto,
Busquei matar no cheiro do cigarro, a curiosidade de sentir o teu cheiro,
Fiquei confuso, você parecia colaborar com o silencio que por vezes pairava
Você e meu fetiche num só, feito sexo e beijo, boca e olhos,
Mas você sabia do meu desejo e do que estava causando,
Diversão? Ego? Experiência? Possibilidade?
Eu só queria chegar mais perto,
No fundo eu só queria disfarçar menos, me deixar perceber mais…
E depois, quando eu não era apenas um,
A personalidade aumentou o meu desejo de querer tocar teu corpo,
De saciar minha fixação.
Você teria deixado eu te tocar?
Em algum momento você quis um pouco disso?
E quando você levantou para ir embora, eu quis te puxar
Na existe dor nisso tudo, a excitação preenche todas as lacunas,
Depois eu quis cavar um buraco em algum canto de sombra e mistério,
E jogar você dentro, celebrando com alguém novo, a sua morte,
Mas existe um lado terrível, intimo e legitimo, dentro de mim,
Que me permite te cobrir apenas com cobertas,
E somente porque eu posso estar embaixo delas.
Amor é a lei, amor sob vontade.
Cristian Costa.



