Um expressão do meu Todo

Meu nome é Cristian, tenho 30 anos, bissexual, médium e único.

 

( A conversa foi editada em algumas partes, mas é só a primeira parte, fãs no blog e do artista Rafael Centauro, podem aguardar a segunda parte,  a mais polemica e ‘louca” face do msn, na conversa desses dois amigos. rsrs )

Cristian Costa diz:

claro, claro rsrs

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As coisas que eu digo sempre foram recebidas com impacto, para a grande maioria das pessoas que me rodeiam. Não faço esforço para isso, mas tudo esta relacionado ao meu papel para comigo mesmo, e conseqüentemente com o meu papel grupo.

Qual o meu papel? Bem, é um papel peculiar no desenvolvimento espiritual.

Mostrar que fé é um acreditar profundo e verdadeiro, e que independe de religião.

Mostrar que Magia esta relacionada a leis da natureza, não conhecidas pela ciência, e que nada tem de ilusão.

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Nem todas as rosas eram iguais, e eu sinto que Peter Doherty falava disso em algumas de suas músicas. Mas ele gostava de todas, porque ele as mantinha por causa de seus espinhos. Ele gostava de sangrar, ele era grato às rosas, mas eram os espinhos que ele amava.

Nunca importou com o fato das rosas serem iguais, porque os espinhos de tamanhos e de pontas duras, esses nunca eram nem sequer parecidos. Talvez aos olhos profanos fossem idênticos, mas para os apreciadores da dor, não. Peter era um intenso mergulhador no oceano das emoções. Mas ele detestava sentimentos.

Ele era obcecado pelo simples, ao mesmo tempo que fez da simplicidade um monstro. Que muitas vezes o devorou no silencio que existia, gravado, no meio de suas canções. Somente ouvidos iniciados podem captar isso.

Disseram a ele, que a coisa estava ficando nebulosa, e ele sentiu “medo de ter medo”, e então ele fotografou aqueles momentos bonitos e os levou com ele. E uma série de achismo ele experimentou. Mas seu coração sangrava compulsivamente, sua mente doía e os sorrisos eram forçados.

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Ganhei um presente perfumado, era cheiro da pele, do pelo. O perfume. Um encanto sarcástico, um pedido de toque, um desejo de lambida. Quem poderia imaginar que aquela roupa estaria tão marcada, e que restava em nós dois, junto da solidão a mesma coisa, abstrata e cheirosa.

Gosma na minha ensandecida parafernália energética. Uma aura serena, nervos endurecidos, sem tensão. Flor da noite aberta, caule grosso de planta carnívora. O sereno da madrugada. Nossas mãos e nossa taça, um samba ou um rock? Não sei, mas alguma coisa gostosa de se ouvir tocava no radio, levando pelo ar os sons das notas, junto dos nosso; sussurros.

Tenro.

Cristian Costa.

 

Eu comecei a perceber, que realmente é possível não se importar. Eu sempre busquei esta sensação, mas pela primeira vez sinceramente eu a experimento. Separar os sentimentos é mesmo uma das coisas que escolhi estar no meu caminho, para alcançar a realização da minha Grande Obra, meu destino pleno. O aprendizado as vezes é dolorido sim! Mas o prolongar desta dor depende do quanto conseguimos, ser honestos com nós mesmos. E isso envolve entender que nunca sei o bastante, que as vezes terei que me desculpar com aqueles com quem venho a errar, simplesmente porque traz leveza à minha consciência, e clareza ao outro em relação ao tipo de pessoa que realmente sou. Mas é claro que muitas vezes essa necessidade é bloqueada pelo ego, mas ela continua agindo, colaborando para o fracasso na minha vida, o ego é algo que age por traz, no silencio, me dando a sensação de que estou fazendo a coisa certa. Mas no fundo do meu “peito” a verdade continua incessantemente a sussurrar.

Obviamente não é só isso. Então não posso parar por muito tempo, porque eu sou um espírito encarnado, um médium, um poeta e tantas outras coisas que ainda não descobri, e todas elas, expostas ou ocultas de mim mesmo, agem integralmente no subconsciente lutando para existirem completamente em mim, em todos os níveis do meu Ser.

Muita destruição esta para acontecer no nosso planeta, e uma reciclagem vai ocorrer, mas não é exatamente isso que me motiva a seguir e ser alguém melhor, mas o fato de que sou forte o bastante para admitir a mim mesmo que não me suporto sendo alguém tolo.

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Quando eu criei as entrevistas  eu tinha em mente que os meus leitores conhecessem mais os meus amigos, conseqüentemente conhecendo mais sobre mim, para quem sabe conjugar “a coisa”. Mas também porque estava incluso na idéia que cada entrevistado deixa-se uma pergunta para mim, e juntando todas as nove perguntas eu posto aqui a minhas respostas!

 

Maira Thums perguntou; O que tu gosta de ler?

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01 – Primeiramente agradeço por ter aceito meu convite. Peço que escolha uma foto sua de tamanho grande,de preferencia, para que eu publique junto de sua entrevista.
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01 – Primeiramente agradeço por ter aceito meu convite. Peço que escolha uma foto sua de tamanho grande,de preferência, para que eu publique junto de sua entrevista. Então, que tipo de textos você escreve?
Olá Cristian, sou grato pela oportunidade de escrever para você! Gosto de escrever textos em que as palavras apenas fluam, para descrever sentimentos contextualizados. Meu propósito é fazer o leitor identificar-se e mergulhar na proposta, valendo-me da premissa de que, ao final, seus próprios sentimentos o levem a uma compreensão do conteúdo esotérico/mágico/tarológico que busco transmitir.

 

02- Como é o processo de criação dos teus textos, quanto tempo em media demora ao criar um texto, como faz a escolha das figuras ilustrativas? Usa música para inspiração, eles são editados?

 

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01 – Primeiramente agradeço por ter aceito meu convite. Peço que escolha uma foto sua de tamanho grande,de preferencia, para que eu publique junto de sua entrevista.

 

02- Como você define, explica ou entende o famoso sentimento, chamado “Amor”?

 

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Eu estava na casa da minha mãe aguardando o ônibus, para vir embora. Devido a demora deste, resolvi vir caminhando, eu gosto muito de caminhar, mesmo longas distancias, embora não fosse o caso. No percurso de volta para casa, um cara de sujo de bicicleta veio se aproximando de mim e chamando. Ele tinha o estereótipo dos drogados mais acabados, sem beleza física e com uma energia desoladora. Mas eu parei, estranhamente sem medo algum, então o reconheci.

Ele disse; “eu sei que tu não lembra de mim, mas eu me lembro de ti, eu sou da noite e te cuido por ae, várias vezes te vi, e sem tu saber te livre de encrenca, na rua, a noite”.

Eu disse que lembrava dele sim, e que havíamos estudado juntos da primeira serie, e ele me corrigiu lembrando que foi na terceira serie.

Ele sempre foi muito pobre e minha mãe doava roupas minhas para ele e para um irmão dele.

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As pessoas sabem ser muito más quando elas estão em postura de ataque, defendendo seus desejos mundanos, suas fugas vergonhosas. E se alguém tenta sutilmente mostrar que elas estão erradas, elas surtam não admitindo serem indiretamente ( pela própria consciência ) sugeridas como más. Então elas se comportam mais maldosamente ainda, tentando provar que são boas, numa contradição utópica.

Na verdade elas só querem não ter o peso da culpa sobre elas e se afogam em atitudes que as sufocam, deformando suas verdades mais intimas. Elas não são monstros, elas são pessoas de bons princípios, porem amarguradas, descontes e inconscientemente invejosas, mas não gostam de serem assim. Elas precisam de ajuda e até querem, mas não sabem enfrentar isso, e o grande desafio é o ego. Quando elas estão perdidas elas ficam quase constantemente armadas, na defensiva, pois seus traumas ou seus pontos fracos são como feridas abertas, doloridas, que não podem ser tocadas, mesmo que seja necessário fazer isso para renovar o curativo. Em certos casos até o processo de cura torna-se uma ameaça, porque a pessoa aprendeu a conviver com a ferida, dentro de um prazer/alivio ilusório. Mas não adianta a pessoa gritar, agredir, pois tudo não passa de dor e um dia ela terá que acordar. O problema é que o machucado pode estar problemático demais. Os remédios muito caros e os médicos ocupados.

Elas só precisam baixar a guarda, porque na maioria das vezes são pessoas grandiosas que traem a si mesmos. Mas as ondas ferozes que elas enxergam são miragens traumáticas, a felicidade é a água cristalina, mais a frente, só um pouquinho mais a frente…

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( foto- a incrível Nina Simone )

Bobagem. Eu disse para mim mesmo repetidas vezes que não voltaria a ficar minhas manhãs e tardes, na frente daquela janela. Esperando. Esperando alguém ou alguma coisa que eu não fazia menor idéia a respeito. Eu jurei junto das lagrimas quentes que escorriam dos meus olhos ardidos, que desta vez nada iria me derrubar. E que eu nunca mais deixaria de escutar todos aqueles blues chorosos de tristeza, porque eles me emocionam, e me fazem bem.

Eu não vou cortar meu cabelo para parecer masculino, e nem deixar ele crescer para parecer feminino, mas vou deixa-lo desarrumado como um ninho, onde dentro dele se criam as mais fabulosas idéias, daquilo tudo que os profanos resumem como sendo Deus, o Universo, a grande Alma, o Poder Maior. Mas na verdade é só a Natureza, portadora do natural de todas as coisas. Estas que fundo são uma só. Em to pan.

Não sou religioso, sou espiritual, sou uma coruja e sou um rato, e eu tenho certeza de que minha alma esta certa disso. Meu corpo quente algumas vezes entra em espasmo quando encontra todos esses sentimentos gelados, que vem do ego dele.

Mas meu corpo não morre, ele tem um tempo de garantia. Uma boemia a se viver, uma fé a se manter, um monte de datas comemorativas pela frente.

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