
As pessoas sabem ser muito más quando elas estão em postura de ataque, defendendo seus desejos mundanos, suas fugas vergonhosas. E se alguém tenta sutilmente mostrar que elas estão erradas, elas surtam não admitindo serem indiretamente ( pela própria consciência ) sugeridas como más. Então elas se comportam mais maldosamente ainda, tentando provar que são boas, numa contradição utópica.
Na verdade elas só querem não ter o peso da culpa sobre elas e se afogam em atitudes que as sufocam, deformando suas verdades mais intimas. Elas não são monstros, elas são pessoas de bons princípios, porem amarguradas, descontes e inconscientemente invejosas, mas não gostam de serem assim. Elas precisam de ajuda e até querem, mas não sabem enfrentar isso, e o grande desafio é o ego. Quando elas estão perdidas elas ficam quase constantemente armadas, na defensiva, pois seus traumas ou seus pontos fracos são como feridas abertas, doloridas, que não podem ser tocadas, mesmo que seja necessário fazer isso para renovar o curativo. Em certos casos até o processo de cura torna-se uma ameaça, porque a pessoa aprendeu a conviver com a ferida, dentro de um prazer/alivio ilusório. Mas não adianta a pessoa gritar, agredir, pois tudo não passa de dor e um dia ela terá que acordar. O problema é que o machucado pode estar problemático demais. Os remédios muito caros e os médicos ocupados.
Elas só precisam baixar a guarda, porque na maioria das vezes são pessoas grandiosas que traem a si mesmos. Mas as ondas ferozes que elas enxergam são miragens traumáticas, a felicidade é a água cristalina, mais a frente, só um pouquinho mais a frente…
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