Eu fui conduzido por caminhos estranhos, e tive minha mente petulante como guia.
Houveram muitos momentos de risos dopados, sempre na madrugada quando meu romance deleitava-se em letargia. Ele dormia.
Minha sensibilidade cresceu nesses longos anos em que morri para as minhas vontades. Fui agraciado com amigos gentis e espíritos de pessoas mortas. Nenhum deles supriu, eles não eram remédios.
Quase não tive calafrios, mas roubaram liquido da região da minha espinha. Tomei partido das sombras porque nunca compreendi a luz.
Eu experimentei as trevas, eu conversei com Satan, me dividi entre amores e paixões. Eu casei com meu trauma.
Estamos no fim dos tempos e não me preocupo mais com isso. Não mais incorporações, não mais delegações supérfluas.
Foram a apenas alguns meses, que minha cadeira de rodas enferrujou, e precisei andar sem apoio. Então foi quando eu contemplei a beleza das minhas pernas e a elegância do meu caminhar, pela primeira vez. ( ? )
Não ganhei minha vida numa rifa. Eu a tomei por completo na festa do sentido Cósmico. E hoje tudo o que eu quero é não querer, porque foi exatamente na ausência do anseio que tudo começou a dar certo.
Eu abençoou o meu desprender do passado, porque toda a fortuna esta no presente, onde eu também estou. Se só posso ser alguma coisa agora, é aqui que desejo estar.
Estou sendo aquilo que preciso ser, e não me falta mais nada. E os acréscimos não param de chegar… porque a vida é sábia e irônica e aprecia o meu “não precisar”.
Cristian Costa.






Tu é foda. Continua postando.
“E hoje tudo o que eu quero é não querer”
me agrada muito esta frase, muito bom. Primeiro teste leve teu que leio, nem parece texto, parece suspiro de calmaria…