Os outros

Jay mata Kali !

As coisas mudam o tempo todo, e uma pequena ou grande mudança pode acontecer de um minuto para o outro, sem que tenhamos nos empenhado nela, ou planejado conscientemente, porque nossa mente inconsciente trabalha o tempo todo, porque temos um universo de descobertas pela frente, sobre nosso funcionamento e sobre as regrinhas da vida.

O Nippo e eu estamos de bem, passou aquele desconforto que eu estava sentindo, em relação a ele, conversamos um pouco por MSN, depois pessoalmente, ontem aqui em casa, ele chegou a ser generoso, fizemos algumas coisas juntos, Michele e Lelo também estiveram aqui e depois fomos todos para o Jockey.

No inicio estava muito legal lá, jogamos de duplas, eu e Du contra Lelo e Michele, mas com o passar do tempo a coisa ficou monótona, nada de terrível, nada de maravilhoso, e nada de surpreende como sempre tem.

Algumas besteirinhas com as quais eu já aprendi a lidar surgiram, a Ju falando com todos sobre a praia, sem me incluir, mal sabe ela que  Paulo e Matheus e outras pessoas já me convidaram, mas final de ano eu não gosto de passar na praia, as coisas que minha alma precisa estão aqui, ser jovem não significa não ter consciência do melhor para si. Mas sobre a Ju eu já estou acostumado com a insegurança dela, gosto dela, estamos de bem, e isso só foi mencionado aqui aconteceu, e eu coloco aqui coisas que acontecem comigo, e que ensinam alguma coisa, a aqueles que souberem ler.

No final da noite, perto da hora de ir embora, apareceram Jesse e Txai, separadamente, conversei um pouco com o Txai, estamos tentando combinar de fazer umas bebidas diferentes, mas a coisa não esta acontecendo, nem posso reclamar porque quem desmarcou fui eu, ele estava diferente, talvez a barba, talvez o dedo do pé ( risos ), não sei, como eu lhe disse por msn depois; talvez não fosse ele. ( risos )

Eu tenho um poema novo, é uma forma que ainda não usei, poetizei meu dia de ontem, no que se refere aquelas coisas, que disfarçamos, escondemos e ocultamos, no decorrer das situações obvias.

MANHÃ

Rosto mais inchado, pele mais morena, olhos menos brilhantes

Eu abri a porta para ele, e ele abriu seus braços para mim

Abraço apertado, conseqüência da saudade, desejo de posse

Misturas perigosas, eu confiei e mergulhei

Sentados de mãos dadas, viajando para dentro da cabeça do outro

Mortos por uns minutos, tão pertos e prontos,

Brigamos, nos separamos, como era proposto desde o inicio.

TARDE. – com o outro.

Convidei, ele aceitou, interagimos sutilmente

Beleza, barriga, desejo, disfarce, ansiedade, linhas.

A porta esta aberta e ele de costas, quando entrei, eu gostei, mas não vi.

Interesse, amizade, excitação, volta, seriedade, cigarros.

“ Alguma coisa aconteceu, esta tudo assim tão diferente…”

JOCKEY. – com nenhum dos dois, mas com o outro.

Quer jogar? Quer beber? Quer sentar?

Quero fazer todas as coisas com você, não só porque somos amigos

Os olhos dele gostam de conversar com os meus, sempre acontece

Banheiro?

Fomos lá, entramos, ele veio rápido, tirou a camisa rápido

Porque ele sempre tira a camisa? Eu nunca disse que gostava do seu peito,

Mas eu gosto, eu beijei sua boca, mordi sua orelha e afaguei sua nuca

Ele disse que gostava, ele gemeu alto, rimos.

Chamado, as vozes, nossos amigos, nossa hora,

Mais um beijo, mais um gozo interrompido,

Ele trai, ele joga, ele olha, ele brinca, ele quer.

Eu sou cúmplice, eu olho, eu sorrio, eu compactuo com seu desejo.

JOCKEY – o final, outros dois.

Ele pouco fala comigo, mas tem ciúmes do meu amigo,

Ele faz tipo de durão, como se não tivesse coração,

Como se aquele brilho molhado nos olhos, não fossem lagrimas

Fico dividido, fico desconsertado, fico brabo.

Pego minhas coisas, vou embora, todos vão embora.

Cinza no meu coração, uma indecisão, quando se tem o melhor se exige mais

Ele insiste no interfone, mas eu não atendo, me desliguei completamente

O barulho da chamada parece não ter fim, as possibilidades me perturbam

Ligo o vídeo, o vejo la embaixo,

Copo, água, cadeira, livro, barulho eterno

Vou. Não vou.

Definitivamente não vou.

Travesseiro no ouvido, morri para o seu corpo e sua mente,

Que me chama sem parar lá embaixo.

Rolo na cama, abraço meu namorado, me sinto acolhido,

Calor aconchegante, meu corpo relaxa, e o sono vem chegando

O interfone tocando, como um barulho hipnotizante, olhos pesando

Acordo com o sol, batendo no meu rosto, uma luz

Uma verdadeira luz para minha visão

Ele já se foi.”

Video de hoje; Moonspell;


Amor é a lei, amor sob vontade.

Hare  Krsna.




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Sobre Cristian Costa

Tenho 28 anos, signo de gêmeos, bissexual, adepto do relacionamento a três. Sou sensitivo, presto aconselhamento espiritual na minha cidade, este é meu trabalho. Sou uma pessoa que se ama, muito sincera, criativa, espiritualizada e forte. Amo a vida, a chuva, os animais e a noite. Me auto denomino um sensitivo espiritualista independente, gosto de Thelema, Metafisica, entre muitas outras vertentes.
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2 respostas a Os outros

  1. maíra disse:

    jay mata durga…kali durga…acho que tenho esse mantra….
    poetizando, gostei.

  2. Priii disse:

    eo simplesmente adoreii o poema… lindOO s2

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