Quando eu criei as entrevistas  eu tinha em mente que os meus leitores conhecessem mais os meus amigos, conseqüentemente conhecendo mais sobre mim, para quem sabe conjugar “a coisa”. Mas também porque estava incluso na idéia que cada entrevistado deixa-se uma pergunta para mim, e juntando todas as nove perguntas eu posto aqui a minhas respostas!

 

Maira Thums perguntou; O que tu gosta de ler?

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01 – Primeiramente agradeço por ter aceito meu convite. Peço que escolha uma foto sua de tamanho grande,de preferencia, para que eu publique junto de sua entrevista.
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01 – Primeiramente agradeço por ter aceito meu convite. Peço que escolha uma foto sua de tamanho grande,de preferência, para que eu publique junto de sua entrevista. Então, que tipo de textos você escreve?
Olá Cristian, sou grato pela oportunidade de escrever para você! Gosto de escrever textos em que as palavras apenas fluam, para descrever sentimentos contextualizados. Meu propósito é fazer o leitor identificar-se e mergulhar na proposta, valendo-me da premissa de que, ao final, seus próprios sentimentos o levem a uma compreensão do conteúdo esotérico/mágico/tarológico que busco transmitir.

 

02- Como é o processo de criação dos teus textos, quanto tempo em media demora ao criar um texto, como faz a escolha das figuras ilustrativas? Usa música para inspiração, eles são editados?

 

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01 – Primeiramente agradeço por ter aceito meu convite. Peço que escolha uma foto sua de tamanho grande,de preferencia, para que eu publique junto de sua entrevista.

 

02- Como você define, explica ou entende o famoso sentimento, chamado “Amor”?

 

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Eu estava na casa da minha mãe aguardando o ônibus, para vir embora. Devido a demora deste, resolvi vir caminhando, eu gosto muito de caminhar, mesmo longas distancias, embora não fosse o caso. No percurso de volta para casa, um cara de sujo de bicicleta veio se aproximando de mim e chamando. Ele tinha o estereótipo dos drogados mais acabados, sem beleza física e com uma energia desoladora. Mas eu parei, estranhamente sem medo algum, então o reconheci.

Ele disse; “eu sei que tu não lembra de mim, mas eu me lembro de ti, eu sou da noite e te cuido por ae, várias vezes te vi, e sem tu saber te livre de encrenca, na rua, a noite”.

Eu disse que lembrava dele sim, e que havíamos estudado juntos da primeira serie, e ele me corrigiu lembrando que foi na terceira serie.

Ele sempre foi muito pobre e minha mãe doava roupas minhas para ele e para um irmão dele.

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As pessoas sabem ser muito más quando elas estão em postura de ataque, defendendo seus desejos mundanos, suas fugas vergonhosas. E se alguém tenta sutilmente mostrar que elas estão erradas, elas surtam não admitindo serem indiretamente ( pela própria consciência ) sugeridas como más. Então elas se comportam mais maldosamente ainda, tentando provar que são boas, numa contradição utópica.

Na verdade elas só querem não ter o peso da culpa sobre elas e se afogam em atitudes que as sufocam, deformando suas verdades mais intimas. Elas não são monstros, elas são pessoas de bons princípios, porem amarguradas, descontes e inconscientemente invejosas, mas não gostam de serem assim. Elas precisam de ajuda e até querem, mas não sabem enfrentar isso, e o grande desafio é o ego. Quando elas estão perdidas elas ficam quase constantemente armadas, na defensiva, pois seus traumas ou seus pontos fracos são como feridas abertas, doloridas, que não podem ser tocadas, mesmo que seja necessário fazer isso para renovar o curativo. Em certos casos até o processo de cura torna-se uma ameaça, porque a pessoa aprendeu a conviver com a ferida, dentro de um prazer/alivio ilusório. Mas não adianta a pessoa gritar, agredir, pois tudo não passa de dor e um dia ela terá que acordar. O problema é que o machucado pode estar problemático demais. Os remédios muito caros e os médicos ocupados.

Elas só precisam baixar a guarda, porque na maioria das vezes são pessoas grandiosas que traem a si mesmos. Mas as ondas ferozes que elas enxergam são miragens traumáticas, a felicidade é a água cristalina, mais a frente, só um pouquinho mais a frente…

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( foto- a incrível Nina Simone )

Bobagem. Eu disse para mim mesmo repetidas vezes que não voltaria a ficar minhas manhãs e tardes, na frente daquela janela. Esperando. Esperando alguém ou alguma coisa que eu não fazia menor idéia a respeito. Eu jurei junto das lagrimas quentes que escorriam dos meus olhos ardidos, que desta vez nada iria me derrubar. E que eu nunca mais deixaria de escutar todos aqueles blues chorosos de tristeza, porque eles me emocionam, e me fazem bem.

Eu não vou cortar meu cabelo para parecer masculino, e nem deixar ele crescer para parecer feminino, mas vou deixa-lo desarrumado como um ninho, onde dentro dele se criam as mais fabulosas idéias, daquilo tudo que os profanos resumem como sendo Deus, o Universo, a grande Alma, o Poder Maior. Mas na verdade é só a Natureza, portadora do natural de todas as coisas. Estas que fundo são uma só. Em to pan.

Não sou religioso, sou espiritual, sou uma coruja e sou um rato, e eu tenho certeza de que minha alma esta certa disso. Meu corpo quente algumas vezes entra em espasmo quando encontra todos esses sentimentos gelados, que vem do ego dele.

Mas meu corpo não morre, ele tem um tempo de garantia. Uma boemia a se viver, uma fé a se manter, um monte de datas comemorativas pela frente.

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Eu não ficarei perdendo tempo, quero mais é aproveitar a energia magnética que sinto sendo expelida dele. Ele gosta de fazer as coisas bem feitas e eu ganho muito com isso, porque tudo nele envolve qualidade, e eu nasci para o melhor. Para o grande, para a fartura do corpo e da alma.

Não temo ser claro, porque não existe graça no segredo que não é sugerido. E segredo guardado demais vira um fardo. Eu tenho aquela coisa de nascença de gostar de ostentação, e ele tem um conjunto de atributos que gosto de se ostentar. Eu faço pesquisa no corpo dele, eu gosto de explorar os pontos, eu gosto de me deliciar nas bordas.

Ele também gosta de meninas e eu gosto deste gosto dele. Eu também gosto de meninas, mas essa coisa funciona para mim como um fetiche. Eu gosto de pensar que elas os excitam, mas não busco que ele me veja como uma delas. A questão se resume em que ele me parece ainda mais potente, instigante e atrativo. Não gosto sensualmente dos gays nem dos heterossexuais, eles são fracos na minha concepção de tesão. Talvez uma hora dessas eu arrume uma menina para nós. Uma experiência. Cada padrão que é quebrado é um tesão que é conquistado, e quem não gosta de prazeres novos? Saciados?

Mas aquela ou aquele que merecer a possibilidade de brincar com o meu namorado, tem que estar dentro de um padrão, de qualidade, de sensualidade. Porque ele é o cara, e o melhor é a única coisa que ele precisa.

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Eu não fujo à regra, porque depois que escrevo, desejo sim; ser lido. Mas por que?

No meu caso especifico, sou um exibicionista. Todos sabem. E esse “todos” é muitas vezes a razão mais gostosa que experimento.

As vezes finjo em mim delicadeza onde não tem. Eu sempre achei a delicadeza interessante, porém a rispidez sempre será mais prazerosa, ao menos para mim, na minha vida. Mas para comigo mesmo eu finjo, finjo e finjo. Não existe liberdade em cima do tapete empoeirado.

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Te conheci no cinema,

Fui te ver depois daquele doce telefonema

( Elee ligou com aquela conversinha… de que gostava de assuntos místicos, quando em seguida deixou estrategicamente escapar sobre bissexualidade. Definitivamente eu gosto de caras como ele, não tenho mais paciência para a negação. A idade me aperfeiçoou. )

Senti a pressa da tua conversa, eu te disse para se acalmar,

Pois sou quem tu escolheu e não quem te restou

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Ele tirou a camisa e eu vi sua barriga depilada, e então pensei; “você esta falido baby”. Não ouve grandes conseqüências nem impotências, as coisas saíram bem, mas eu não gostei de verdade.

O corpo dele é tão bonito, mas é era como se todas as rosas do jardim tivessem sido assassinadas. Por que ele fez isso?

Tomamos aquela bebida morna feita de morangos e conversamos trivialidades. Fomos ao ponto. Não acertamos nossos ponteiros, mas entendemos que o sexo pode acontecer outras vezes. Queremos?

Eu não sei, eu gosto do modo com ele mexe os braços e fala alguns palavrões. Mas eu não gosto do fato dele ser tão depilado.

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A felicidade é uma coisa que temos que comer. Você já comeu felicidade? Ela tem sabor, ela tem consistência e pode ser saboreada com qualquer coisa, a qualquer hora. A felicidade pode ser ingerida com álcool, ou durante a gravidez.  Ela pode ser servida para pacientes de doenças terminais e também pode ser dissolvida no leite dos recém nascidos.

A felicidade tem como efeito colateral o sorriso solto, e também vicia um pouco, mas não machuca nem agride.

A felicidade é o alimento que nenhum governo pode cobrar, ela é a caridade do Cosmos.

Cristian Costa.

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