Eu não ficarei perdendo tempo, quero mais é aproveitar a energia magnética que sinto sendo expelida dele. Ele gosta de fazer as coisas bem feitas e eu ganho muito com isso, porque tudo nele envolve qualidade, e eu nasci para o melhor. Para o grande, para a fartura do corpo e da alma.

Não temo ser claro, porque não existe graça no segredo que não é sugerido. E segredo guardado demais vira um fardo. Eu tenho aquela coisa de nascença de gostar de ostentação, e ele tem um conjunto de atributos que gosto de se ostentar. Eu faço pesquisa no corpo dele, eu gosto de explorar os pontos, eu gosto de me deliciar nas bordas.

Ele também gosta de meninas e eu gosto deste gosto dele. Eu também gosto de meninas, mas essa coisa funciona para mim como um fetiche. Eu gosto de pensar que elas os excitam, mas não busco que ele me veja como uma delas. A questão se resume em que ele me parece ainda mais potente, instigante e atrativo. Não gosto sensualmente dos gays nem dos heterossexuais, eles são fracos na minha concepção de tesão. Talvez uma hora dessas eu arrume uma menina para nós. Uma experiência. Cada padrão que é quebrado é um tesão que é conquistado, e quem não gosta de prazeres novos? Saciados?

Mas aquela ou aquele que merecer a possibilidade de brincar com o meu namorado, tem que estar dentro de um padrão, de qualidade, de sensualidade. Porque ele é o cara, e o melhor é a única coisa que ele precisa.

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Eu não fujo à regra, porque depois que escrevo, desejo sim; ser lido. Mas por que?

No meu caso especifico, sou um exibicionista. Todos sabem. E esse “todos” é muitas vezes a razão mais gostosa que experimento.

As vezes finjo em mim delicadeza onde não tem. Eu sempre achei a delicadeza interessante, porém a rispidez sempre será mais prazerosa, ao menos para mim, na minha vida. Mas para comigo mesmo eu finjo, finjo e finjo. Não existe liberdade em cima do tapete empoeirado.

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Te conheci no cinema,

Fui te ver depois daquele doce telefonema

( Elee ligou com aquela conversinha… de que gostava de assuntos místicos, quando em seguida deixou estrategicamente escapar sobre bissexualidade. Definitivamente eu gosto de caras como ele, não tenho mais paciência para a negação. A idade me aperfeiçoou. )

Senti a pressa da tua conversa, eu te disse para se acalmar,

Pois sou quem tu escolheu e não quem te restou

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Ele tirou a camisa e eu vi sua barriga depilada, e então pensei; “você esta falido baby”. Não ouve grandes conseqüências nem impotências, as coisas saíram bem, mas eu não gostei de verdade.

O corpo dele é tão bonito, mas é era como se todas as rosas do jardim tivessem sido assassinadas. Por que ele fez isso?

Tomamos aquela bebida morna feita de morangos e conversamos trivialidades. Fomos ao ponto. Não acertamos nossos ponteiros, mas entendemos que o sexo pode acontecer outras vezes. Queremos?

Eu não sei, eu gosto do modo com ele mexe os braços e fala alguns palavrões. Mas eu não gosto do fato dele ser tão depilado.

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A felicidade é uma coisa que temos que comer. Você já comeu felicidade? Ela tem sabor, ela tem consistência e pode ser saboreada com qualquer coisa, a qualquer hora. A felicidade pode ser ingerida com álcool, ou durante a gravidez.  Ela pode ser servida para pacientes de doenças terminais e também pode ser dissolvida no leite dos recém nascidos.

A felicidade tem como efeito colateral o sorriso solto, e também vicia um pouco, mas não machuca nem agride.

A felicidade é o alimento que nenhum governo pode cobrar, ela é a caridade do Cosmos.

Cristian Costa.

 

Mais um texto que fiz, sobre ela; Mary. E ela falando por ela mesma, por nós dois. Eu e ela. Somente.

Eu não quero mais ficar sobrecarregada, eu já entendi que não consigo fazer tudo que quero mesmo, então ficar pensando, refletindo e me martirizando não vai me trazer nada além de dor. Minhas inclinações sadomasoquistas não vão mais sair da cama. E eu estou amarrando-as todas ali, na cabeceira, no ferro duro. Ah! Estou cansada de mim mesma e de todos os complexos que me trago. Não tenho mais vocação para bondade ilusória. Já fui uma freira de compaixão e auto abandono, achando que falando do espírito o corpo físico também ficaria feliz. Que bobagem, que estúpida eu fui.

Amor não é sexo. Espírito não é carne. Ambos se completam, mas todos precisam de tratamento, todos eles precisam de rajadas de prazer.

E eu sei de tudo isso. Eu acredito em tudo isso.

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Não sei se precisamos de suplementos, mas sei que de ego poucos entendem.  Vejo as pessoas mudarem a metafísica para justificarem seus impulsos, como se tudo fosse Alma. Tolice! Mas elas são interiormente inquietas. Possuem uma baixa estima cortante e uma grande necessidade de doces, que alimentam sua diabete psíquica e danosa.

Eu tenho ego não domado, mas não sou resistente em crescer de verdade, nem tenho uma vaidade enlouquecida.

Eu quero pedaços de muitas coisas, para depois colar tudo e fazer o meu próprio inteiro. Ainda não sinto a minha alma lavada, mas necessito de cada vez menos coisas para sorrir. Estou aprendendo a rir da maldade. A me focar na parte boa das coisas, descaracterizando a frieza. Ser frio nunca será positivo. Pessoas muito frias não cuidam bem de si mesmas, ao contrário do que pode parecer.

As pessoas precisam saber lidar com a frieza daqueles que não sabem, isso sem se tornarem frios também. Mas quero distancia do meu lado dramático e meloso, quero aquele ponto de harmonia que existe e que é tão almejado. Não falo de paz comum, mas da sensatez das emoções puras, refinadas. Sentimentos de força e de Amor. A fraqueza nunca teve beleza, nela impera o mimo.

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Este texto foi criado por mim, quando fui procurado por uma energia “misteriosa”, que cogito quem seja. Não posso dizer que ela ditou esse texto, mas afirmo que ela se conectou comigo, na mesma freqüência, e eu escrevi para ela, seguindo as suas sensações, desejos e vontades. Não me peçam para explicar esse texto, mas ele realiza a sua finalidade existindo.

Você não saía para rua porque não queria, mas por varias vezes me mandava ir la brincar, mexer com o pessoal. Quem você pensa que é? Eu gosto tanto de você, mas não fui gerado para isso. Muito pouco alimento e muita tarefa. E depois da ferrugem tive que encontrar o óleo sozinho.

Definitivamente eu uso palavras que não são suas, e isso porque não somos a mesma pessoa. Quando você me exteriorizou você me tornou alguém, alguma coisa que não você.

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Todos os dias eu ganho uma ruga nova, algumas somem e outras não. Mas elas ainda estão suaves. Todos os dias eu me vejo mais depreendido, mas ainda despreparado. Como lidar com isso? Não com as rugas mas com o inesperado dentro e fora de si mesmo.

Meu namorado, meu amigo, minha amiga e eu, entendemos sobre os espíritos e sabemos como os rituais funcionam, mas não deixamos que as coisas sejam plenas. Porque somos muito medrosos. Somos muito magoados com nossa própria historia individual. Temos sensações diversas sobre a mesma coisa. Falamos versões diferentes sobre nossas escolhas, para cada ser humano embriagado que encontramos pelo caminho.

Eu me vejo neles em vários aspectos, e sei que eles se encontram em mim, no beijo, no abraço, no tom, no som, na maestria do esplendor da vida, que compartilhamos.

Ontem sentei na cadeira azul de madeira velha, e conversei comigo, e achei que eu falo bonito, que me expresso com intensidade. Eu gostei tanto de mim sendo daquele jeito. Será que mais alguém me vê assim?

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01 – Primeiramente agradeço por ter aceito meu convite. Peço que escolha uma foto sua de tamanho grande,de preferencia, para que eu publique junto de sua entrevista.
Mandei uma foto aleatória, sinta-se a vontade para escolher outra se preferir.

02- Como você define, explica ou entende o famoso sentimento, chamado “Amor”?

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Este texto é escrito com meu “ eu feminino “, é continuação de outro texto meu chamado “ Mary – tchau “.  Dedico ele em especial a minha amiga Rose Winter que me incentivou a escrever mais sobre este texto.

Link da primeira parte;  CLIQUE AQUI

 

Pois hoje estou me sentido uma centelha do vazio, ou seja; vinda do vazio e feita de nada. Mas isso não é ruim, porque estou insensível. Não sinto culpa nem indignação nem coisa alguma. Será que aprendi finalmente esta arte de atuar para com minhas verdades?

Humm. Não sei, mas não vou contestar, a coisa esta funcionando, me sinto segura, desnuda e não tímida. Me sinto fria como gelo e moldável como água…

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As vezes parece que estou morto. Não no quesito estagnação ou não realizar. Mas quando ando na rua pela manhã, deixando a fria e fina chuva tocar meu rosto, e sigo olhando reto para o horizonte. Parece que estou desencarnando… devido tamanha a sensação de transcendência.

É como se eu estivesse fazendo a travessia. Rumo ao desconhecido. Rumo ao alem. Repleto de leveza.

Nunca ninguém me explicou sobre isso e nunca ninguém vai, mas eu voltei a amar a chuva. Primeiro eu nada sabia a respeito e buscava com ânsia uma resposta, depois eu abandonei o meu amor e agora eu voltei para ele. E eu não perderei tempo me perguntando sobre os significados dessa relação.

Enquanto ela me molhava eu refletia sobre a dor, aprendizado e tempo. E pode parecer utópico mas o caminho da dor, embora mais desgastante ele me pareceu mais rápido. Porém eu me refiro a dor como autos sacrifícios do ego, e não no aspecto de aprovações religiosas.

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