As vezes parece que estou morto. Não no quesito estagnação ou não realizar. Mas quando ando na rua pela manhã, deixando a fria e fina chuva tocar meu rosto, e sigo olhando reto para o horizonte. Parece que estou desencarnando… devido tamanha a sensação de transcendência.
É como se eu estivesse fazendo a travessia. Rumo ao desconhecido. Rumo ao alem. Repleto de leveza.
Nunca ninguém me explicou sobre isso e nunca ninguém vai, mas eu voltei a amar a chuva. Primeiro eu nada sabia a respeito e buscava com ânsia uma resposta, depois eu abandonei o meu amor e agora eu voltei para ele. E eu não perderei tempo me perguntando sobre os significados dessa relação.
Enquanto ela me molhava eu refletia sobre a dor, aprendizado e tempo. E pode parecer utópico mas o caminho da dor, embora mais desgastante ele me pareceu mais rápido. Porém eu me refiro a dor como autos sacrifícios do ego, e não no aspecto de aprovações religiosas.



